O cheiro a jasmim mistura-se com o fumo do tabaco de maçã das shishas, enquanto o sol se põe sobre os telhados de barro da Medina de Tunes. Se pensa que a Tunísia é apenas um conjunto de resorts ‘all-inclusive’ com pulseiras de plástico, está a perder o melhor capítulo da história. Este é um país que respira através de camadas: a herança cartaginesa, o rigor romano, a estética otomana e o charme colonial francês, tudo embrulhado numa hospitalidade que desarma o viajante mais cético.
Ter apenas 48 horas na Tunísia parece um pecado, mas é o tempo suficiente para perceber que este canto do Magrebe é muito mais seguro e sofisticado do que as notícias fazem parecer. Com a recente expansão do Aeroporto Internacional de Tunes-Cartago, finalizada em meados de 2026, a entrada no país tornou-se um processo fluido, deixando para trás as esperas intermináveis. Prepare-se: o que se segue não é um roteiro de autocarro turístico, mas sim uma imersão no caos organizado que faz deste destino algo único.
Dia 1: O Labirinto da Medina e a Glória de Cartago
Começar o dia na Medina de Tunes é a única forma aceitável de iniciar esta viagem. Esqueça o Google Maps; aqui ele é inútil. Deixe-se levar pelo fluxo das pessoas e pelo brilho dos metais trabalhados. Ao contrário de Marraquexe, os vendedores em Tunes são menos insistentes, o que permite observar os artesãos de chinelos (babouches) e os mestres do perfume com uma calma invulgar.
Dica de Viajante: Procure o Café Mrabet para um chá de menta com pinhões ao final da manhã. É um dos locais mais antigos e permite-lhe observar a vida a passar a partir de um terraço que parece parado no tempo.

À tarde, o cenário muda drasticamente. A poucos quilómetros do centro, as ruínas de Cartago contam a história de um império que quase ajoelhou Roma. Em 2027, o novo centro de interpretação digital foi inaugurado, permitindo ver reconstruções em realidade aumentada sobre as pedras milenares. É um choque cultural passar do mercado ruidoso para a serenidade das Termas de Antonino, com o Mediterrâneo a servir de pano de fundo eterno.
Se o orçamento é uma preocupação, ajudamos a encontrar o melhor equilíbrio sem sacrificar a experiência. Na Norte Viagens, acreditamos que o luxo está na autenticidade, não apenas no número de estrelas do hotel. Muitas vezes, um Dar (casa tradicional) no coração da Medina oferece uma experiência muito mais rica do que um hotel de cadeia internacional pelo mesmo preço.
Sidi Bou Saïd: Onde o Azul é uma Religião
Não há como fugir: Sidi Bou Saïd é o cartão-postal da Tunísia, e por boas razões. As casas brancas com portas e janelas de um azul elétrico não são apenas para o Instagram; são fruto de um decreto de preservação que remonta ao início do século XX. O que muitos não sabem é que este estilo foi imortalizado pelo Barão Rodolphe d’Erlanger, cuja palacete, o Ennejma Ezzahra, é hoje o Centro de Música Árabe e Mediterrânica.
Dica de Viajante: Evite o famoso Café des Nattes ao pôr-do-sol se não gosta de multidões. Em vez disso, caminhe até ao farol (phare) para uma vista panorâmica sobre o Golfo de Tunes sem o ruído dos grupos de excursão.

Caminhar por estas ruas ao final do dia é um exercício de contemplação. A luz aqui é diferente, mais suave, o que explica por que tantos pintores, como Paul Klee, se apaixonaram por este lugar. Jante num dos pequenos restaurantes locais e peça um Couscous de peixe — uma especialidade costeira que muitas vezes passa despercebida a quem só conhece a versão de carne. É a prova de que a cozinha tunisina é uma ponte entre a África e a Europa.
Dia 2: Gastronomia de Rua e o Legado Romano
O seu segundo dia deve começar com um pequeno-almoço de campeão: o Brik. É uma massa fina e estaladiça recheada com um ovo inteiro, atum e alcaparras. Comer um brik sem deixar cair a gema na camisa é o rito de bilhete oficial para qualquer visitante. Se preferir algo mais substancial, procure o Lablabi, uma sopa de grão-de-bico picante que é a alma da comida de rua tunisina.
Aproveite a manhã para visitar o Museu do Bardo. Após as renovações estruturais concluídas em 2026, a coleção de mosaicos romanos — considerada a melhor do mundo — está agora organizada de forma muito mais intuitiva. Olhar para estes mosaicos é como ler um jornal com 2000 anos; as cenas de caça, festas e divindades são de um detalhe que faz qualquer telemóvel de última geração parecer obsoleto.
Dica de Viajante: Se tiver transporte privado, tente dar um salto até ao anfiteatro de El Jem. É maior e está melhor preservado que o Coliseu de Roma, e a ausência de hordas de turistas torna a experiência quase mística.

Para quem gosta de mercados, o Souk el Attarine (o mercado dos perfumistas) é o lugar ideal para comprar óleos essenciais e especiarias. A transparência total é a nossa regra: saiba que aqui o regateio faz parte do jogo social. Não é falta de educação, é uma conversa. Ofereça metade do preço e divirta-se com a negociação. No final, sairá com um produto de qualidade e uma história para contar.
Perguntas Frequentes sobre a Tunísia
É seguro viajar para a Tunísia em 2026/2027?
Sim, o país tem investido massivamente em segurança e infraestruturas turísticas. As zonas de Tunes, Cartago e as estâncias costeiras são perfeitamente seguras para viajantes independentes e famílias, mantendo os cuidados normais de qualquer capital europeia.
Preciso de visto para entrar no país?
Cidadãos portugueses estão isentos de visto para estadias de turismo até 90 dias. Apenas precisa de um passaporte com validade mínima de seis meses à data de entrada. Com o novo sistema digital, o controlo de fronteira é agora muito rápido.
Qual é a melhor altura para visitar?
A primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) são ideais. O verão pode ser extremamente quente, especialmente se quiser explorar as ruínas romanas ou o deserto, enquanto o inverno é suave mas pode ser chuvoso no norte.
Posso usar cartões de crédito facilmente?
Nos hotéis, restaurantes de gama média-alta e lojas modernas, sim. No entanto, para a Medina, táxis e pequenos cafés, o Dinar Tunisino (TND) é essencial. Existem imensas caixas multibanco (ATM) em Tunes que aceitam cartões internacionais.
A Viagem que Começa Onde o Mapa Termina
A Tunísia não é um destino para se ver à pressa, mas 48 horas são o rastilho que vai acender a vontade de voltar para explorar o deserto do Saara ou as ilhas de Djerba. Na Norte Viagens, optimizamos o seu orçamento para aproveitar cada euro, garantindo que a sua estadia em Tunes seja tão confortável quanto autêntica. Desenhamos roteiros que fogem ao óbvio, focados no que realmente importa: a sua ligação com o destino.
Seja para uma escapadinha cultural ou como ponto de partida para uma aventura maior, estamos aqui para tratar de todos os detalhes com transparência total e sem custos escondidos. Peça já o seu orçamento gratuito — pode surpreender-se com o que é possível quando a viagem é feita à sua medida.

